DILEMAS DO ENGAJAMENTO NA TRAJETÓRIA DE AMADO E DE CARPENTIER
Porque lo que importaba era la inocencia
O objetivo desta comunicação é situar os romances Jubiabá, Mar Morto e Écue-Yamba-Ó – que são considerados romances de aprendizagem – como resposta à proposta literária decorrente do ideário marxista, que se difunde internacionalmente nos anos 30. A partir desta situação, procuro verificar a superação, a permanência ou o resgaste desta proposta na trajetória de Amado e de Carpentier, tratando dos romances da fase madura Terras do sem fim e La consagración de la primavera.
Amado e Carpentier produziram, em suas longas trajetórias literárias, uma série de narrativas fundamentais à consolidação de um gênero de romance a que Martin Lienhard denominou, recentemente, “ficção etnográfica”. Constitui-se de romances marcados pela “tarefa de descrever as sociedades marginalizadas na sua relação com as sociedades nacionais (...)”[1].
Talvez possamos pensar, de modo a relativizar o caráter redutor de um conceito que põe em destaque os aspectos documentais da ficção, em uma leitura etnográfica. Afinal, a crítica constrói o conceito e delineia o objeto, abstraindo-o da multiplicidade concreta das realizações literárias, de modo que um romance pode servir a mais de uma configuração de gênero. A literatura – como reconhece Lienhard – vai além da ciência, ou seja, da documentação voltada à construção de paradigmas, ao “evocar a vida dos setores sociais marginalizados” e ao “dramatizar os momentos cruciais na vida dos indivíduos”[2].
O papel da crítica em relação à ficção etnográfica seria verificar como se dá a “reabilitação” destes grupos sociais traumatizados pelo processo histórico – índios negros e pobres em geral. Ler os romances de Amado e Carpentier numa perspectiva etnográfica significa verificar o lugar do negro no “devir social” latinoamericano, a partir do universo ficcional representativo.
Passar das considerações etnográficas para a avaliação de sua expressão na estrutura da obra literária – como propõe Antonio Candido[3] – reconhecendo a natureza estética da literatura ou os “direitos da ficção” – como diz Lienhard – é o grande desafio da crítica. Se o momento é de “antropologizar a literatura”, não podemos esquecer que a “prática literária” é o objeto da crítica[4].
No horizonte dos anos 30, quando a ficção etnográfica encontra seu grande momento, a divulgação do ideário marxista virá acrescentar aos projetos literários uma determinação política: promover a reabilitação dos povos marginalizados, acompanhada de uma leitura crítica do processo histórico, com ênfase para a espoliação econômica a que estes setores foram submetidos na formação de uma sociedade capitalista radicalmente heterogênea na América Latina.
Nesta ficção, as personagens representativas do atraso deixam de ser vistas como figuras exóticas para serem vistas como agentes – ou não – da própria história. Logo, são personagens constituídas em relação à organização social da produção e ao relacionamento entre os homens neste sistema produtivo. Acrescente-se a esta visão marxista alguns componentes da cultura nacional-popular – costumes, valores, ritos e mitos – e temos pronto o arcabouço ideológico do romance etnográfico latino-americano.
Diante deste objeto, a leitura também deve assumir um viés levemente marxista. Digo levemente porque lidei com poucas questões desta teoria política, como as noções de luta de classes, alienação, engajamento, hegemonia, sempre aplicadas à leitura do texto literário.
Outro traço deste alinhamento “à esquerda” está na perspectiva econômica que norteia a abordagem do processo de integração e exclusão das classes populares ao sistema produtivo, que a ficção representa. Desta perspectiva, considera-se que a integração não se dará pelo assistencialismo, nem pela escolarização dos analfabetos, nem pelo aproveitamento do folclore como manifestação autêntica das culturais nacionais; mas – complementarmente – pelo efetivo acesso das classes populares aos bens materiais e espirituais da cultura, por meio da elevação de seu padrão econômico – o que implica algum tipo de revolução das relações sociais estabelecidas.
Marx e Engels já observaram que a linguagem e a consciência – componentes essenciais do indivíduo – resultaram da necessidade de comércio entre os homens. Todo indivíduo configura-se segundo esta relação imperativa com o outro, em que a produção da cultura – e com ela, a da subsistência – tem preeminência. Nada existe no mundo da civilização independente desta relação de trabalho[5].
Na crítica do romance, esta perspectiva leva a considerar as relações de trabalho nos conflitos que perfazem o enredo. Neste sentido, cada personagem será – ou não será – um trabalhador. Pode ser um malandro, um marginal ou um burguês; pode ser um boêmio, um flâneur ou um conspirador profissional – segundo a tipologia de Walter Benjamin. Em qualquer caso, a personagem será sempre definida, ontologicamente, por sua relação de trabalho nos mecanismos ficcionais de produção e distribuição da riqueza.
Para Walter Benjamin, as condições econômicas ditam perfis profissionais e existenciais. ”Os catadores de lixo – diz ele – apareceram em maior número nas cidades desde que os novos procedimentos industriais deram aos desperdícios um certo valor.” E acrescenta: há um modo de ser que se impõe ao homem-mercadoria pela ordem da produção[6].
Feitas estas considerações sobre o objeto e o método, passemos à leitura dos romances ou, mais precisamente, dos dilemas de realização que eles apresentam, em razão do engajamento.
“Para todo escritor” – diz Carpentier –,
... a empresa de escrever um primeiro livro é árdua, já que os problemas do ‘quê’ e do ‘como’ (...) colocam-se de forma imperiosa diante de quem ainda não maturou uma técnica nem teve tempo suficiente para forjar um estilo pessoal. Nesse momento, costuma-se recorrer à imitação (...) de um bom modelo adaptado às próprias aspirações”.
É neste como hacer, portanto, que começam os dilemas de realização dos jovens escritores.
O primeiro problema – observa Carpentier – resulta da obrigatoriedade de conciliar, naquele momento histórico em Cuba, o ser ‘nacionalista’ com o ser ‘vanguardista’. Esta conciliação – segundo Carpentier – era inexeqüível, na medida em que o nacionalismo se baseava no “culto de uma tradição” enquanto que o vanguardismo significava, obrigatoriamente, uma ruptura com a tradição. Por isto, o romance Écue-Yamba-Ó, em que procura conciliar o inconciliável, resulta “forçosamente híbrido”[7].
A leitura nos mostrará, contudo, que o vanguardismo se limita às descrições introdutórias do espaço da narrativa; em que ressalta a imagem metonímica de um engenho de açúcar, de capital norte-americano, na paisagem do campo em Cuba; neste engenho se empregam trabalhadores cubanos e migrantes do Haiti e da Jamaica. No restante da narrativa prevalece o “culto da tradição”, ou seja, o registro realista, que se fundamenta na representação naturalista da vida social, na concepção autoritária do narrador onisciente e na ilusão de verdade. Este era o modelo, em que – como diz Carpentier – “o que está descrito corresponde, em linhas gerais, bastante exatamente à realidade”[8]?
Se pensarmos bem, veremos que as “aspirações” do jovem autor não são tão próprias assim. As questões nacionalista e socialista eram imperiosas. A adoção de uma convenção literária de mais fácil comunicação que a vanguardista permitiria melhor realizar o objetivo ideológico – trazendo à cena uma questão que acabará se constituindo no grande dilema da literatura engajada: a arte revolucionária necessita da forma revolucionária?
A adoção do modelo realista encontra outra solução na literatura de Amado, altamente positiva no contexto dos anos 30. Como a crítica tem destacado, a renovação do discurso literário realizada pela incorporação de uma normativa popular e, ainda, por uma concepção lírica da narrativa, marcada de poeticidade, correspondem a um gesto estético revolucionário.
Como a adequação entre forma e conteúdo é o dilema maior da literatura engajada, voltarei a esta questão quando apresentar meu juízo de valor. Por enquanto cabe anotar que, no plano ideológico, as narrativas de Amado e Carpentier irão apresentar outros problemas de ordem literária.
Comentando “suas” aspirações literárias quando da realização de Écue-Yamba-Ó, Carpentier declara que há, no romance, ”alusões ao latifúndio e seus procedimentos (cap. 6), e à balela politiqueira dos primeiros anos da República sob intervenção”[9]; refere-se também, às observações que fez em cerimônias do culto ñáñigo, de origem afro-cubana, a que assistia na companhia de Amadeo Roldán, quando trabalhavam na composição do balé La rebambaramba.
Neste postulado de intenções, aflora a necessidade de conciliação entre ser nacionalista – promovendo, na literatura e na dança erudita, o resgate do folclore – e ser socialista. Um socialismo de cunho anti-imperialista, mas que promovia, de qualquer forma, a consciência da exploração econômica. Das dificuldades desta conciliação decorrem alguns dilemas de realização.
Em Écue-Yamba-Ó, Jubiabá e Mar morto, o apego sentimental às coisas do povo, elevadas à condição de símbolo nacional, é uma constante. Este procedimento – como observa Assis Duarte[10] – visa à demolição dos preconceitos que as elites republicanas haviam herdado da mentalidade patriarcal. A ficção etnográfica deve manter, contudo, a perspectiva econômica e a consciência crítica do subdesenvolvimento. Caso contrário, o resgate do folclore pode promover o elogio do atraso e o conformismo, apelando, inadvertidamente, para a manutenção da ordem em nome da preservação da cultura popular.
O que se observa, nestes romances, é a dificuldade de conciliar o ideal nacionalista de resgate do folclore com o ideal socialista de defesa dos trabalhadores. Conseqüentemente, observamos o deslocamento da problemática das personagens para fora do eixo da história.
O problema da conciliação entre folclore e política, na constituição dos protagonistas Menegildo e Balduíno, revela uma alternância de posições inconciliáveis. Em Écue-Yamba-Ó, a intenção socialista passa pela denúncia da aliança supranacional das classes burguesas e pelo esclarecimento da necessidade de união supranacional das classes trabalhadoras. No entanto, passada a fase de conscientização do herói, no campo e na prisão, Menegildo passa de trabalhador a malandro, flanando pela cidade de La Habana. Seu crescente envolvimento com a cultura popular encontra correspondência na despolitização da narrativa. Sua morte decorre de um conflito entre grupos de negros rivais, sem que o ideal de solidariedade seja, novamente, evocado. O resgate do mundo folclórico submete a preocupação socialista. Por outro lado, o desenlace mítico da narrativa – com o nascimento do herdeiro do herói das classes populares, mestiço de negros, vindo renovar a esperança do clã dos excluídos – acentua mais seu caráter nacionalista que socialista, sinalizando para a utopia da fundação de uma nova sociedade afro-americana.
Em Jubiabá, inversamente, Balduíno passa de malandro a trabalhador e, daí, a conspirador profissional. Sua conscientização, contudo, é acompanhada pela rejeição radical do folclore. Se Menegildo foi deslocado para fora da história, a inclusão de Balduíno no “devir histórico” como “conspirador profissional” corresponde à negação da tradição afro-americana, que sucumbe frente às exigências da militância.
Assim, Amado e Carpentier não conseguem dialetizar a consciência da negritude e a formação da consciência marxista de seus heróis.
O processo excludente de resgate do folclore e defesa do trabalhador, seguido de deslocamento para fora do eixo da história, opera de modo evidente em Mar morto;mais precisamente no desfecho da narrativa, quando a morte de Guma e a ascensão de Lívia à condição de rainha do mar abre espaço para a mistificação da vida popular. A razão econômica desta morte – devida às relações de trabalho do herói no mundo do contrabando – não é considerada. Após sua morte, a circunstância histórica do casal protagonista desloca-se do tempo linear para um tempo cíclico, em que não há mais devir.
Podemos, então, dizer que Amado e Carpentier acabam incorrendo numa visão exótica da vida popular. Na medida em que deslocam seus heróis da condição de classe, estes perdem sua relação com a história e se alienam.
Marx e Engels já observaram que nacionalismo e socialismo, em literatura assim como em política, não se identificam. Referem-se à modernidade como o tempo de “uma interdependência universal”, superando o tempo do antigo isolamento em que as nações bastavam-se a si próprias. Sobretudo para as “produções do espírito” – dizem – “as obras de uma nação tornam-se propriedade comum de todas”[11].
Precisamos, contudo, compreender o dilema do jovem escritor socialista na América Latina dos anos 30. Longe da modernidade, em situação pós-colonial, deve lidar com este “objetivo difícil” – como diz Carpentier – de conciliar a defesa dos interesses dos trabalhadores e o resgate da cultura popular, de modo que a hegemonia de classe na organização da sociedade nacional fique, evidentemente, problematizada.
Outro dilema de realização decorrente das intenções ideológicas diz respeito à tipificação das personagens. Como ser cultural, a tipificação ocorre sempre que a euforia nacionalista se volta para a apresentação de traços de identidade coletiva do povo, como a beleza física e a alegria do espírito, no intuito de reabilitar a auto-estima e estimular o valor nacional das classes populares. Em Jubiabá, contudo, a transformação de Balduíno em conspirador profissional obedece a uma intenção didática – quanto às razões do atraso e às ações de encaminhamento da luta de classes – e promovem sua tipificação segundo o modelo do herói positivo, proposto pelo realismo socialista.
Lukács – contrariando os postulados do realismo socialista – observa que a literatura perde em qualidade com a tipificação dos heróis. Para ele, a estética marxista preconiza, independente da necessária crítica ao capitalismo que “os escritores colhessem o homem na sua essência e na sua totalidade”. O problema de realização destes romances políticos reside na dificuldade que têm os jovens escritores latino-americanos para inserir a personagem no contexto histórico e cultural, indo além da superfície capitalista e nacionalista, de modo a nos revelar seus sentidos, sua sensibilidade, sua angústia pessoal – como queria Lukács[12].
Estes problemas de deslocamento e tipificação serão recorrentes na trajetória de Amado e de Carpentier. Como último passo, vamos verificá-los nos romances da fase madura.
Em Terras do sem fim, identifica-se o deslocamento. A narrativa intensamente política dos capítulos iniciais, focalizando a luta pela terra, a partir do capítulo Gestação Cidades simplesmente deságua no conformismo.
Diz Walter Benjamin – poetizando a teoria – que “a diferença dos postos de observação estriba a diferença entre Berlin e Londres”[13]. Da mesma forma, o deslocamento do foco narrativo do campo para a cidade marca a diferença dos capítulos finais deste romance, que descortinam um ponto de vista burguês, com muito humor mas sem ironia. Os personagens potencialmente conspiradores, como Jeremias, Damião e Antônio Vítor, ficam para trás no andamento do enredo, mortos, ensandecidos ou cooptados pelo coronelismo. Assim, são excluídos da história e da ficção, simultaneamente.
Diz Benjamin que, na Paris do século XIX, “o cinismo era de bom tom nas classes superiores”, enquanto que “nas baixas predominava o raciocínio rebelde”[14]. Da mesma forma, com o deslocamento do ponto de vista, Amado passa do ceticismo crítico ao cinismo eloqüente. Na alegre cidade de Ilhéus, cordial e festiva, as classes se acumpliciam para viver uma rodada de progresso, na fantasia da união nacional. A mitificação da democracia liberal, nos trópicos, é evidente. O texto esquece a rebeldia para tripudiar a crise social e econômica, vista como motivo de entretenimento e chacota. Prevalece – no dizer de Benjamin – o “tema inocente”. Temos, no desfecho desta narrativa, um prenúncio do grande deslocamento que Amado adotará em sua trajetória, a partir do clássico Gabriela, cravo e canela.
Os problemas de Carpentier são de ordem inversa. Refiro-me ao resgate do velho realismo socialista, no romance com que pretende saudar o advento da revolução, em Cuba. Em La consagración de la primavera – o mais doutrinário dos seus romances – o encontro da ficção com a história leva ao abandono da estrutura dialógica da narrativa, em que a voz de Enrique fazia contraponto com a de Vera, promovendo a alternância de pontos de vista. Nas seqüências finais da narrativa, el cierre – como se diz – é evidente. O discurso do comandante Fidel, determinando o apoio dos artistas à revolução, generosamente transcrito, justifica, ideologicamente, o fechamento do ponto de vista. Carpentier, certamente, rende homenagem ao avanço da história progressista, num momento em que os fatos afirmam a utopia como factível. Mas reduz seu discurso literário ao mais baixo nível de realização, francamente panfletária. Neste contexto, os excessos de tipificação das personagens Enrique, Gaspar Blanco e Calixto como heróis positivos comprometem ainda a qualidade literária deste grande romance.
Estes dilemas de realização, detalhes que a crítica capta, em nada afligem o mérito literário de seus autores; antes, revelam a complexidade dos problemas decorrentes da intenção revolucionária transposta para a ação estética. O mérito de Amado e Carpentier, nestes romances, encontra-se justamente nas passagens menos definidas ideologicamente, em que a literatura – como queria Lukács – o discurso humaniza-se sem deixar de combater o poder econômico. Nestes momentos, a arte revolucionária encontra a forma revolucionária.
Neste sentido, destacam-se, em Terras do sem fim, os capítulos que apresentam o discurso indireto-livre das personagens Ester e Damião como vítimas da opressão capitalista no plano das relações conjugais e trabalhistas. O drama humano é acentuado pela oralidade e pela subjetividade do discurso literário.
O romance de Carpentier, igualmente, investe na subjetividade do discurso, recorrendo ao monólogo interior dos personagens-narradores. Em La consagración de la primavera, contudo, observa-se ainda a frondosidad verbal de seu barroquismo, carregado de erudição e imaginação. Nesta solução personalíssima, como tem destacado a crítica contemporânea, encontra-se seu grande mérito. Paradoxalmente, é o mérito literário que pereniza a mensagem das narrativas revolucionárias.
Estas rápidas indicações se configuram, aqui – para encerrar – como propostas de re-leitura da obra de Amado e de Carpentier.
[1] Martin LIENHARD, Etnografia e ficção na América Latina: o horizonte de 1930. Revista Literatura e Sociedade, n. 4. São Paulo: Depto. de Teoria Literária e Literatura Comparada, USP, 1999, p. 106.
[2] Id., op. cit. p. 106-7.
[3] Antonio CANDIDO. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.
[4] LIENHARD, op. cit. p. 106-7 e 114.
[5] Karl MARX e Friedrich ENGELS. Sur la littérature et l’árt. Editions Sociales, Paris, 1954, p. 142.
[6] Walter BENJAMIN. El Paris del segundo imperio en Baudelaire. In: Poesía e capitalismo. Madrid: Taurus, 1980. p. 23, 31 e 74.
[7] Alejo CARPENTIER, Prólogo. In: Écue-Yamba-Ó. São Paulo: Brasiliense, 1989. p. 6, 7 e 8.
[8] Id., op. cit. p. 11.
[9] Id., op. cit. p. 8 e 11.
[10] Eduardo de Assis DUARTE. Jorge Amado: romance em tempo de utopia. Tese de doutorado. São Paulo: Depto. Teoria Literária e Literatura Comparda, USP, 1991. p. 122.
[11] MARX, op. cit. p. 220.
[12] Georg LUKÁCS. Introdução aos escritos estéticos de Marx e Engels. In: Ensaios sobre literatura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileia, 1968. p. 33.
[13] BENJAMIN, op. cit. p. 64.
[14] Id., op. cit. p. 36.